Misturas de sotaques e sincretismo de religiões, culturas e povos. A caravana “Arco-íris pela Paz” chegou no Coque. E junto com eles uma alegria ora eufórica e física, ora calma e espiritual ocupou cada um que se envolveu nos quatro dias de evento.
O primeiro dia de contato foi antecedido pela ânsia própria desses momentos especiais. Mas, o abraço que fomos convidados a nos dar logo no início da manhã de terça (18/03) esquentou o gelo com os desconhecidos.
Depois teve de tudo:
dança do ventre, dança de rua e a do “Ploc”;
dança vinda dos quilombos e instrumento vindo lá da Austrália;
teve criança cantando pra natureza e menino batuqueiro com calo no dedo de tanto tocar…
teve gente levantando gente, jogando pra cima e pra baixo;
gente olhando no olho, falando com sinceridade, dando e recebendo carinho;
cantando pra sereia;
falando espanglês, falando portunhol;
fazendo malabarismo e bulindo com fogo…
aprendendo, ensinando: refletindo a PAZ.
A caravana se vai. É assim… mas não se vai por inteiro: deixa uma biblioteca linda, toda colorida pelas mãos delicadas de quem pinta com amor; deixa a batida dos tambores do coração ecoando aquela mesma vontade que uniu alfaias de maracatu com cânticos andinos; e deixa plantado, em cada um, a semente, que ainda é miúda, mas, que, com esperança vai crescer livre e espalhar ramas coloridas pelo Coque, pelo CAC, pelo Recife, pelo mundo, com as 7 cores que são na verdade um só arco-íris: o arco-íris pela paz.
Texto de Chico Ludemir


