Os pesquisadores franceses Armand e Michele Mattelart e o americano John Dawning visitaram o projeto Coque Vive, desenvolvido numa favela do Recife. Durante a experiência, eles afirmaram que a ação pode influenciá-los em seus futuros trabalhos acadêmicos.
Para John Dawning, professor da Universidade do Texas (EUA) e autor do livro Mídia Radical, o que mais impressiona no Coque Vive é o fato de a comunicação não ser o único foco do projeto. “Aqui é diferente de outras ações de comunicação alternativa no mundo, porque existe uma preocupação com as reais necessidades da pessoa”, afirmou.
Armand e Michele Mattelart, professores da Universidade Paris VIII (França), disseram-se admirados com o que encontraram no bairro do Coque. Armand ressaltou, surpreso, o prazer pela prática pedagógica demonstrado pelas pessoas envolvidas no projeto.
A visita aconteceu no último sábado, dia 18 de outubro, e foi parte da programação da IV Conferência de Mídia Cidadã, realizada em Recife e que teve início no dia 16 do mesmo mês. Na ocasião, foram também ao Coque mais de 40 pesquisadores, profissionais e estudantes de comunicação de todo o Brasil, participantes da Conferência.
Os visitantes puderam conversar com os educadores do Coque Vive e conhecer o Núcleo Educacional dos Irmãos Menores de Francisco de Assis (Neimfa). Eles também tiveram oportunidade de ver a Biblioteca Popular do Coque, fundada pelo projeto, e as futuras instalações da Estação Digital de Difusão de Conteúdo – um estúdio musical e de edição audiovisual que está sendo implantado no Neimfa, ainda sem data prevista para inaguração.
Após a ida ao Coque, os conferencistas foram à Escola Oi Kabum, coordenada, em Recife, pela ONG Auçuba e que também desenvolve atividades em comunicação voltadas para adolescentes de favelas da cidade.
O Coque Vive é um projeto de extensão em comunicação da Universidade Federal de Pernambuco que busca, desde 2006, mudar a imagem do bairro do Coque, habitualmente retratado na mídia como um local violento. São parceiros do projeto o Neimfa, o Movimento Arrebentando Barreiras Invisíveis (MABi) e o Observatório de Favelas.



Num recorte de jornal “velho” salvo do lixo por exibir a imagem de Buda,tomei conhecimento do Projeto NEIMFA,
o qual me deixou Admirado Pelo desprendimento dos que
os Levam à frente.
Numa área “Dálit”, excluida e vitimada pela Saga Humana do Ter Mais do que se necessita,ou pela falta da necessária Observação de que Somos Todos UM e nada Pode Ser Excluido senão Voltado quase sempre Violentamente contra quem o Criou.